Qual o papel da Governança Corporativa na sucessão familiar?

Todo administrador que deseja ampliar o controle de sua organização investe na Governança Corporativa. Entretanto, esse conceito também pode ser aplicado na sucessão familiar para garantir que o negócio tenha sucesso no longo prazo, pois ele impacta positivamente o processo de sucessão empresarial, ou seja, a transmissão do controle da organização.

Esse assunto é altamente relevante para que o negócio sobreviva no mercado e conquiste sua confiança. Continue lendo este material para entender o porquê. Aqui, explicamos o conceito de Governança Corporativa, seus objetivos e pilares!

O que é Governança Corporativa?

De forma geral, a Governança Corporativa consiste em determinar um conjunto de políticas, costumes, instituições e leis que aprimorarão a gestão da organização.

Na sucessão familiar, ela guia a organização de maneira que o papel do fundador e do sucessor sejam cumpridos dentro de um ritmo adequado, além de tornar o processo sucessório mais harmonioso. Isso pode envolver o relacionamento entre os sócios, a forma de administrar a empresa e a fiscalização das atividades.

Essa medida afeta diretamente os interesses dos stakeholders (acionistas e outros investidores credores, parceiros comerciais, fornecedores e clientes), já que ela aumenta sua probabilidade de sobreviver no mercado de sucesso no longo prazo.

Qual é o principal objetivo dessa prática?

Sua finalidade é criar um conjunto de mecanismos eficientes que assegurem o desenvolvimento da empresa mesmo quando o poder diretivo é transmitido aos herdeiros ou outras pessoas. Isso recupera e aumenta a confiabilidade da empresa perante os stakeholders.

Na prática, são criadas ações tanto de incentivo como de monitoramento para fazer com que os executivos estejam alinhados aos interesses dos investidores. Para isso, é necessário que o negócio estruture um sistema de Governança e tenha o suporte de conselheiros qualificados.

Quais são os pilares da Governança Corporativa?

Para que a Governança Corporativa seja bem-sucedida e cumpra seu objetivo, é fundamental que os responsáveis conheçam seus quatro pilares e saibam como aplicá-los. Conheça-os a seguir.

Transparência

Além de informar aos interessados que a empresa está em conformidade com a lei, também disponibilize informações sobre como funciona a Governança Corporativa — na sucessão familiar e em geral. Assim, eles saberão de que modo a empresa está garantindo seu futuro no longo prazo.

Prestação de contas

Também chamada de accountability, a prestação de contas envolve demonstrar a atuação de modo claro, objetivo, tempestivo (dentro do prazo) e de fácil entendimento. Os responsáveis conseguem ter uma visão mais ampla do negócio, tomar melhores decisões e também informar aos investidores sobre a situação das finanças corporativas.

Equidade

Aqui os gestores concedem um tratamento mais isonômico e justo aos sócios e investidores. Essa equidade deve considerar os direitos e deveres de cada um, suas necessidades, expectativas e interesses.

Responsabilidade corporativa

É necessário zelar pela viabilidade econômico-financeira da empresa do curto ao longo prazo, tornando-a mais duradoura. Uma entidade responsável toma medidas conscientes em relação à sociedade de forma geral. Isso diz respeito a diferentes fatores tanto da sociedade como da organização, por exemplo:

  • humanos, sociais e ambientais (ESG);
  • manufaturados;
  • financeiros;
  • reputacionais;
  • intelectuais.

A Governança Corporativa é um tema amplo que gera impactos no aspecto interno e externo de uma organização, mas todas essas modificações trazem grandes benefícios ao negócio e alavancam sua imagem no mercado. No entanto, é crucial receber o suporte de consultores especializados em desempenho corporativo.

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